A ciência na reabilitação e a atual PBE
Caminhos foram desenvolvidos para conseguirmos identificar com o máximo de precisão qual a estrutura, o tecido, o sistema, enfim, qual é a alteração no padrão de normalidade daquele indivíduo e de que maneira devemos proceder para intervir.
Muitas hipóteses podem ser levantadas durante todo o processo de avaliação, e através de testes específicos, exames de imagem e/ou laboratoriais os possíveis diagnósticos serão gerados ou descartados, e apenas após tal processo é que podemos determinar os passos do tratamento.
Nota-se também que nem sempre conseguimos identificar a origem precisa do problema e nem sempre ele será encontrado, mas com os principais sinais e sintomas, e o descarte de patologias severas, já podemos intervir a fim de melhorar o quadro do paciente. E todo o tratamento deve ser baseado por esse caminho.
Hoje sabemos que a forma mais segura e eficiente no processo de atendimento e cura das doenças deve respeitar os conceitos da Prática Baseada em Evidências (PBE). Isso significa utilizar as melhores e mais atuais evidências cientificas para basear o tratamento, de acordo com a experiência do clínico e a preferência do paciente.
Para isso é importante que o clínico esteja bem atualizado com as diretrizes de cada caso, observando a necessidade e o objetivo de cada paciente, respeitando os seus limites técnicos no que diz respeito a sua experiência, e decidindo de forma compartilhada com o paciente os caminhos do processo de reabilitação.
Tudo isso descreve um sistema atual de reabilitação. Cada caso deve ser pesquisado e analisado de forma individualizada, e o tratamento também precisa seguir esse padrão. Utilizar a ciência de qualidade como norte é o mais sensato. É importante salientar que as mudanças na ciência são constantes, e que verdades absolutas não são reais. Quanto menos risco se corre, mais preciso o tratamento será.
Rafael Guimarães


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